Tu não complicavas, não te assustavas, não te baralhavas, não te esquecias, e quando te perdias era de propósito.Imaginava-te sempre como agora e tinha certeza que nunca envelhecerias, porque guardavas o segredo da felicidade, vivias um dia atrás do outro sem pedir ao mundo muito mais que a felicidade. Animavas-me quando estava triste e limpavas-me as lágrimas quando o mundo ia acabar só porque não era tudo como eu queria e quando queria. E obrigavas-me a ser feliz com o que tinha (tu), em vez de enfiar a cabeça no futuro.
Por isso pedia-te que nunca perdesses essa capacidade de me fazer feliz, de me fazer sorrir e despertar em mim uma miúda que nunca conheci. Pois, nunca sabemos para onde vamos, nunca sabemos até onde podemos chegar. Tu vinhas e ias como um pássaro, voavas como quem falava, ficavas como quem mora e quando partias nunca dizias adeus, pensava que era a última vez mas havia uma força que te fazia voar até mim novamente, e davas-me conforto, carinho, amor. O que te fazia voar até mim era um mistério que o mundo não conseguia desvendar.
Cuidavas do meu coração melhor do que ninguém até ao dia em que decidis-te ir embora, deixas-te de me dar a mão e então tudo o que nos unia voou nunca folha meia escrita com tanto ainda por escrever. E era como nada tivesse forma ou sentido, mas eu insistia em permanecer lá á espera que alguém trouxesse a felicidade que tu um dia levas-te contigo.
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